Num conjunto musical, cada membro do grupo tem uma função específica, toca
um instrumento: o percussionista com a bateria, o solista, com o violão, o cantor
com a interpretação da música, o guitarrista com a guitarra, e assim por diante,
para, no final, alcançarem a realização da melodia, da música, ou seja, todos, de
acordo com o seu papel, se mobilizam, interagem para realizarem o que se propuseram a fazer.
Assim também pode se dar em tudo o mais de nossa vida, em casa, na escola, no
futebol, e no trabalho. No caso do trabalho, entre tantas coisas que se apresentam,
estão as nossas necessidades, como pessoas, e obrigações e direitos como
trabalhadores e trabalhadoras. Infelizmente, quando se trata das cobranças, e de
um justo reconhecimento de nós como trabalhadores e trabalhadoras, nossos
"patrões", os administradores e administradoras, se mobilizam, se articulam para
impedirem que nossas necessidades e melhorias sejam atendidas. Até "diferenças"
partidárias são deixadas de lado, para que eles e elas, acabem por nos atrapalhar.
Nós, só temos um meio de enfrentarmos isso, também nos mobilizando, também,
por vezes, deixando de lado possíveis diferenças, para conseguirmos enfrentá-los,
participando das assembléias e, principalmente, das ações que a categoria,
juntamente com o sindicato, sugerem. Participando das passeatas, das sessões de
câmara, por exemplo, vamos mostrar que também somos capazes de nos mobilizar
e que, nossa mobilização, se nos unirmos, é muito mais forte do que a deles e
delas, porque, além se sermos maioria, a nossa mobilização sempre será justa e
ponderada, e não uma mera ação de preconceito e indiferença ao outro.